MARKETING DE CONTEÚDO X INBOUND MARKETING

Você sabe diferenciar Marketing de Conteúdo x Inbound Marketing? Hoje vamos esclarecer esta dúvida que está na cabeça de quase todo mundo que começa a explorar o marketing digital.

Quando iniciamos a nossa trajetória na comunicação digital, impossível não acharmos inúmeros conteúdos sobre dicas e técnicas infalíveis para alavancarmos as nossas marcas e aumentarmos as nossas vendas. E temos certeza de que 9 em cada 10 dicas oferecem soluções envolvendo Marketing de Conteúdo e/ou Inbound Marketing.

Mas você sabe como estas técnicas surgiram e quais são os motivos que as tornaram tão famosas? Mais que isso, você sabe por que muitos ainda se perguntam se elas competem entre si ou se complementam? Vamos estudar um pouco mais hoje, então. Bora!

Escola de Cleveland x Escola de Boston

Parece que essa mania de competição nunca vai acabar, não é mesmo? A gente nem curte tanto, mas sabemos que ela existe, chama a atenção e por isso deixamos o título assim mesmo =D. Vamos ao que importa: o desenvolvimento das técnicas surgiu nessas duas cidades americanas, a partir de conceitos estruturados por profissionais de alto impacto. Ainda assim, as técnicas não são tão novas. 

Content Marketing Institute | Marketing de Conteúdo

Joe Pulizzi é um empresário, palestrante e autor de inúmeros materiais de marketing de conteúdo, considerado o pai da metodologia. Após muitos anos de trabalho envolvendo estudos e práticas, Joe percebeu que as marcas chegavam até ele com muitas dúvidas sobre o tema. Eis que ele cria, em 2011, o Content Marketing Institute (CMI). Sediado em Cleveland (EUA), o CMI é a principal organização  global de educação e treinamento em marketing de conteúdo, ensinando as marcas a atrair e reter clientes por meio de narrativas atraentes multicanal.

Não por acaso, a Escola de Cleveland recebe este nome. Atualmente a organização conta com uma série de iniciativas envolvendo a comunidade que desenvolve o marketing de conteúdo globalmente, oferecendo materiais riquíssimos através de materiais especiaiseventos e canais digitais.

Chamada para Content Marketing World 2020

Exemplos

Mesmo sendo tão aplicado atualmente como uma alternativa de sucesso, o uso efetivo dessa técnica é bem antigo. Você sabe quando foi observada a primeira iniciativa de marketing de conteúdo do mercado? Em 1895, com o lançamento da revista The Furrow, especializada no mercado agro. Esta iniciativa foi feita pela empresa John Deere com o objetivo de se aproximar do seu consumidor através de um periódico focado em falar sobre os problemas do mercado, e não por meio de catálogos com ofertas de produto e/ou serviço.

Naturalmente, ela cresceu em popularidade e autoridade, e se mantém forte até hoje. No Brasil, identificou-se um movimento semelhante com a criação do Almanaque do Biotônico Fontoura em 1920, revista anual de divulgação publicitária que chegou a ter uma tiragem de cem milhões de exemplares em 1982.

Almanaque do Biotônico Fontoura
Capa de uma edição do “Almanaque do Biotônico”

Hubspot | Inbound Marketing

“Existe essa ideia de que, para expandir uma empresa, você tem que ser implacável. Mas nós sabemos que há uma maneira melhor de crescer. Uma maneira na qual o que é bom para os resultados da empresa também é bom para os clientes. Nós acreditamos que as empresas podem crescer com consciência e vencer com alma, e que elas podem fazer isso com o inbound. Foi por isso que criamos uma plataforma que une software, educação e comunidade para ajudar empresas a crescer melhor todos os dias”

Esta é a missão da empresa Hubspot, criada em 2005 pelos então ex-colegas de pós graduação no MIT, Dharmesh Shah e Brian Halligan. Brian e Dharmesh notaram uma mudança na forma como as pessoas pesquisavam e compravam produtos e serviços. Os consumidores não estavam mais tolerando a disputa por sua atenção. Na verdade, ficaram muito bons em ignorá-la.

Dessa mudança, nasceu uma empresa. Ela foi fundada com base no conceito de “inbound”, a noção de que as pessoas não querem ser interrompidas por profissionais de marketing ou incomodadas por vendedores, mas querem ajuda. (Este material é o conteúdo original do site da empresa). 

A solução criada pela empresa é, de fato, incrível. Aqui na Gama gerenciamos nosso pipeline de vendas diretamente desta plataforma. Ah, e apenas para ficar claro. A sede da Hubspot é em Boston (EUA). 

Vídeo institucional do Hubspot

Amigos ou rivais?

A imagem que escolhemos para ilustrar esse post talvez tenha causado alguma estranheza, não? Então, ela mostra um embate entre adversários, figuras que todos nós conhecemos ou já ouvimos falar: Messi e Neymar. Eles são amigos. E são adversários! Será mesmo?

Inbound Marketing x Marketing de Conteúdo: Messi x Neymar rivais no clássico
Messi e Neymar disputam a bola, no clássico Brasil x Argentina
Foto: Getty Images

Com suas diferenças e semelhanças, as duas técnicas que estamos falando ainda causam confusão em quem inicia sua estratégia de Marketing Digital. E é normal, não se preocupe. Acontece que muitas das atuações dentro das duas abordagens possuem estratégias que se complementam, e outras que se diferenciam.

Inbound e Conteúdo: Na prática

MARKETING DE CONTEÚDOINBOUND MARKETING
Utilizado para desenvolver entregas (diretas ou indiretas) para os clientesUtilizado para atrair potenciais clientes (por ações específicas) e vender
Amplo, podendo ser uma estratégia aplicada a diversos objetivos dentro de um planejamento de Marketing DigitalPrático, detalhado, bem estruturado, valendo-se de diversas outras técnicas para atingir seu objetivo
Utilizado para posicionamento de marca, branding, retenção de clientes e, também conversão para vendasFocado em conversão para vendas, não se aplica a outras estratégias de relacionamento com cliente
Conteúdo relevante sem promover explicitamente a marca, tornando a interação com o cliente uma ação naturalAções voltadas para atrair potenciais clientes e vender, utilizando ferramentas de automação para executar e mensurar estas ações

Enquanto o conteúdo persegue objetivos tão amplos quanto o próprio marketing, o Inbound dedica-se a um objetivo específico de venda. Em decorrência disso, diversos tipos de empresas estão aptos a adotarem o marketing de conteúdo como estratégia principal de marketing. Enquanto o Inbound é escolhido estritamente por empresas que necessitem gerar negócios a partir dos leads conquistados.

Inbound e Conteúdo: abordagem

Na prática, são estratégias diferentes, mas que podem funcionar muito bem juntas. A diferença básica é a abordagem! Aqui na gama, variamos a utilização das técnicas, mas naturalmente o resultado é melhor quando as aliamos para chegar ao que chamamos de Marketing de Verdade. O livro They Ask You Answer, do autor, Marcus Sheridan, reforça essa ideia de forma mais elaborada:

“Inbound marketing é a técnica de atrair clientes em vez de persegui-los. Marketing de conteúdo consiste em ensinar algo aos clientes para, assim, ganhar sua confiança.”

Se o seu negócio tem como objetivo final a venda, certamente a escolha perfeita é unir as estratégias. Assim, você irá aliar a qualidade e a assertividade do conteúdo, com a precisão e a conversão do Inbound. Assim voltamos a Joe Pulizzi, que define a pressa como a maior inimiga destes processos.

“O problema é tentar encurtar demais o processo e partir para as vendas. Não funciona assim. Normalmente, as empresas demoram meses ou anos para ter resultados. Ninguém quer ouvir isso, mas é a pura verdade.”

O que nos prova que realmente é a mais pura verdade é uma pesquisa da Email Monday, que apontou que, dentre as empresas americanas que adotaram inbound marketing, 32% perceberam resultados depois de seis meses a dois anos, enquanto 60% desistiram. Sabe por que elas desistiram? Pressa!!!

Quem vence essa batalha?

Inbound Marketing + Marketing de Conteúdo: Messi e Neymar juntos, com Suárez, no Barcelona
Lembra da foto de Messi x Neymar no duelo entre Argentina x Brasil? Então, eles são ótimos! E esta foto comprova que são muito melhores JUNTOS!
Foto: Getty Images

A resposta certa é: a sua empresa! Ou na nossa metáfora: o Barcelona, que venceu tudo quando teve Messi e Neymar juntos! Basta saber qual estratégia melhor se adapta ao seu negócio, e partir pra cima. Sabe aquela batalha que a gente falou lá no início? Ela não tem um vencedor e nem tem dois lados opostos. Vimos nesse post que, no fim das contas, quem vai decidir o que mais dá certo é o cliente. Não tem regra, não tem receita de bolo. Entenda seu público, conheça seu mercado e adote a estratégia que der o melhor resultado!


Resumo
  • Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing são estratégias diferentes
  • Surgidos nos EUA, os conceitos fazem parte de duas vertentes do marketing
  • Ambas estratégias podem ser utilizadas pela sua empresa, em diferentes estágios
  • Assim como Neymar e Messi, estas técnicas são boas separadas, mas melhores juntas. Considere utilizá-las como aliadas e potencializar seu negócio
  • Nessa “disputa”, quem vence é a sua empresa

Gostou do nosso conteúdo? Se você acha que isso tudo faz sentido para o seu negócio e quer saber um pouco mais sobre como escolher a melhor estratégia de marketing e colocar em prática, estamos aqui!  Feedbacks são ótimos e a gente adoraria colaborar ainda mais com o seu negócio. Escreva para o Fernando Potrick, nosso head de conteúdo: potrick@gama.etc.br

THE LAST DANCE: AS 4 LIÇÕES DE JORDAN SOBRE MARKETING

Analisamos 4 lições relacionadas a Marketing a partir do documentário do momento da Netflix, “The Last Dance”, de Michael Jordan. Vamos aprender um pouco mais com A LENDA?!

O documentário Arremesso Final (nome original “The Last Dance”, ou “A Última Dança” em tradução livre) conta parte da história da carreira de Michael Jordan no time do Chicago Bulls dos anos 90, com detalhes riquíssimos dos bastidores desta jornada que envolve o nascimento de uma lenda global e todos os impactos positivos e negativos que isto criou no mercado e na sua vida.

(ATENÇÃO: este texto contém spoiler!)

Uma lenda esportiva e comercial

Não é nenhuma novidade falarmos sobre o sucesso de Michael Jordan como atleta e também como garoto propaganda. MJ é considerado por muitos como um dos maiores esportistas de todos os tempos, não se limitando ao basquete. E seu impacto comercial acompanhou todo o seu sucesso esportivo. Se, por um lado, colecionou conquistas esportivas, por outro lado manteve essa coleção com contratos publicitários envolvendo marcas globais líderes de mercado. Mais que isso: uma linha exclusiva de tênis (inicialmente) e vestuário na Nike e estrelato em filme de Hollywood.

4 lições de Jordan sobre marketing: Michael Jordan #23
Foto: observador.pt

Para que isso fique claro, a receita da marca de Jordan pela Nike atingiu US$ 3,14 bilhões em 2019. Isso que Jordan se aposentou em 2003! Vale lembrar que quando Jordan firmou parceria com a Nike a grande empresa de tênis da liga era a Converse. No entanto, após tamanho sucesso a marca do swoosh está nos pés de 62% dos atletas atualmente.

Michael Jordan e as 4 lições de marketing

Bom, estas informações rápidas sobre a relação esportiva e comercial de Michael Jordan já são conhecidas por todos que acompanham esses cenários. Mas o nosso foco hoje é trazer algo um pouco mais profundo. Analisando o seu comportamento humano em detrimento ao cestinha ou garoto propaganda, e vendo como isto impacta diretamente nas duas frentes.

Após assistirmos todos os episódios e anotarmos muita coisa, identificamos 4 principais aspectos que alavancaram as suas ações. Sendo assim, você poderá se inspirar nelas para aplicar na sua rotina de marketing e melhorar seus resultados. Confira as 4 lições relacionadas a Marketing que aprendemos com a lenda Michael Jordan.

Foco no objetivo principal

A primeira das lições sobre marketing é o ponto de partida de todo o sucesso de Michael Jordan: seu foco. Ele nasceu em uma família de trabalhadores respeitados na Carolina do Norte, estado que sofria com o racismo, como boa parte dos EUA. A competitividade e a prática esportiva sempre estiveram presentes na sua rotina e na dos seus irmãos, incentivados pelos seus pais. O intuito era complementar os estudos com atividades que mostrassem a importância da coletividade e vida em sociedade.

Um propulsor no seu desenvolvimento foi o papel que seu pai, James Jordan, exercia: incentivador fanático de disputas e desenvolvimento a todo custo. Michael começou cedo competindo pela atenção de James com seu irmão. E até certo ponto ninguém acreditava no seu sucesso no basquete devido a sua altura na época, além da tentativa de jogar beisebol.

“Minha personalidade inata é ganhar a todo custo”

Michael Jordan, episódio 9.

Primeiro objetivo alcançado: NBA

A partir do momento que MJ se destaca na Universidade da Carolina do Norte e é foco da mídia no draft da NBA, o mercado se volta para ele. E o seu desenvolvimento esportivo sempre esteve respaldado pelo seu foco em ser o melhor e vencer, treinando mais que todos. Ele identificava suas falhas e trabalhava muito duro para corrigi-las, não importando hora, local e companhia. Do início ao fim da sua carreira, ele sempre soube que era capaz e seguiu à risca cada passo do seu sucesso.

No marketing isso é fundamental para que se alcance o sucesso, a definição clara de objetivos. O norte de cada ação deve estar claro, pois em inúmeras oportunidades vamos nos questionar se realmente determinada ação faz sentido. E aí precisamos relembrar o que realmente buscamos. Para isso, utilizamos a técnica do Objetivo SMART, ou seja, o seu objetivo deve ser específico, mensurável, atingível realista e temporal. Você pode entender melhor esta técnica lendo esta publicação no nosso Instagram.

Manutenção de estratégia

O grande desafio de qualquer marca é se manter nos trilhos após definido um objetivo. Isto post, seja pelas inúmeras oportunidades que o mercado nos apresenta ou pelo envolvimento emocional que colocamos nos resultados positivos e negativos que alcançamos. E é aí que encontramos um ponto crucial na figura profissional de Michael Jordan, chegando à segunda das 4 lições sobre marketing. Todas as ações são programadas a partir do seu objetivo. Além disso, as oportunidades e/ou percalços que lhe são apresentados se transformam em novos capítulos de uma mesma história.

LaBradford Smith e a fake news inspiradora

Estes pontos ficam explícitos ao longo dos jogos que envolvem decisão. Mike guarda cada detalhe ocorrido nas quadras para explorar no momento oportuno. Em 1993 ocorreu um fato incomum: MJ foi superado individualmente por um atleta nada impactante, LaBradford Smith. O Washington Bullets (nome da franquia na época) perdeu para o Bulls, mas ele foi melhor que Jordan, tendo a sua noite de glória. Ao final da partida, o camisa 23 falou que o oponente teria dito: ‘Nice game, Mike’. E concluiu prometendo que marcaria no próximo jogo o total de pontos de LaBradford (37) no primeiro tempo da partida.

Foi quase! Ele marcou “apenas” 36 pontos no primeiro tempo, acabou o jogo com 45 e sendo o melhor em quadra. O mais curioso de tudo isso é que Michael Jordan admitiu tratar-se de uma mentira a história da provocação. No entanto, ela foi necessária para criar um ambiente perfeito para ele se motivar e realmente acabar com o outro jogo!

4 lições de Jordan sobre marketing: Michael Jordan x LaBradford Smith
Será que LaBradford Smith se arrependeu do que não disse?!
Foto: Getty Images

Convivemos com estas tentações de desvios de rota quando atuamos com redes sociais e Google. Primeiramente devido aos milhares de caminhos que podemos seguir a partir de novas funcionalidades, inspirações de concorrentes, clientes ou parceiros. Além disso, até mesmo por querer resultados de curto prazo. Mas criar e manter um Planejamento de Marketing é fundamental para que você tenha sucesso nas suas ações.

ACESSE O NOSSO GUIA PLANEJAMENTO DE MARKETING EM 4 ETAPAS E CRIE O SEU!

Errar é parte fundamental

Mais uma das lições sobre marketing, que pode ser trazida do aspecto pessoal: a vida de Michael Jordan deve ser um sonho, né?! Então, nem tanto assim… O documentário The Last Dance mostra dois momentos principais de sua trajetória nos Bulls, cada um deles envolvendo um dos dois tricampeonatos da liga.

Be Like Mike

No começo, ele surge como superatleta e aposta de todos os seguidores do esporte, e aos poucos vai ganhando espaço e notoriedade. Sua personalidade amistosa, simpática e os resultados incríveis no esporte criam um ambiente muito positivo sobre a sua imagem. Os contratos publicitários crescem como o seu sucesso, e o apelo positivo ganha o ápice quando a Gatorade cria o comercial Be Like Mike, que o idealiza como o estereótipo do ser humano perfeito da época.

Be Like Mike“, o icônico comercial da Gatorade

Porém, com o passar do tempo as coisas começam a mudar. Após ganhos espetaculares e a necessidade de criar fatos novos para os consumidores, jornalistas buscam o lado B do superastro. Seu apreço por apostas e a figura de um líder duro são fatos repetidos por parte da imprensa, que até aquele momento o idolatrava. Um livro retrata depoimentos de ex-colegas e pessoas que conviveram com ele, contando estes detalhes. Mais que isso, enfatiza que ele não apoiava publicamente um candidato negro do seu estado, criando uma certa desconfiança por parte do público.

“‘Ele era um tirano’ você pode pensar assim, mas eu queria ganhar e queria que eles (colegas) participassem. Eu não cobrava algo que eu não fazia”

Michael Jordan, episódio 7.

Beisebol como alternativa de escape

O momento mais crítico da sua jornada é a morte do seu pai, encontrado em um rio após três semanas desaparecido, vítima de um latrocínio que ainda deixa dúvidas. Naquele momento ele já se sentia sufocado pela imprensa e por todos os questionamentos infundados sobre seu caráter e então decidiu se aposentar.

Na sequência, inicia uma passagem breve pelo beisebol que se encerra em pouco mais de um ano, e retorna ao basquete e aos Bulls para conquistar outro tricampeonato. Agora fortalecido para encarar os desafios dentro e fora de quadra, sua nova postura mostra claramente um posicionamento maduro de quem se conhece, confia no seu potencial e sabe como é difícil alcançar tudo o que alcançara. A dureza é reconhecida pelos colegas e por ele mesmo, mas o mais importante é a consciência de todos em torno do grande objetivo comum, e todos reconhecem que Mike foi fundamental para todas estas glórias.

“Minha atuação na quadra vendia tudo. Se tivesse média de 3 pontos e dois rebotes ninguém me contratava”

Michael Jordan, episódio 5.

Trabalho em equipe sempre

Acha que essa é uma dica fácil quando relacionamos Michael Jordan às nossas lições de marketing? Este novo momento de Mike escancara o poder da sua liderança técnica e comportamental.

A criação de novos ambientes para aumentar sua motivação, o envolvimento direto com o lendário treinador Phil Jackson e adoção de suas metodologias, grandes parcerias com estrelas como Scottie Pippen e Dennis Rodman, além de tantos outros coadjuvantes, mostram como ele entende o contexto e usa os atributos principais destes colegas a favor dos seu maior objetivo: vencer! E qualquer ponto negativo relacionado ao seu comportamento de cobrança extrema se tornava positivo após as vitórias e conquistas do time.

4 lições de Jordan sobre marketing: time dos sonhos
Michael Jordan, Scottie Pippen e Dennis Rodman.

Space Jam

Uma passagem curiosa do documentário está no momento das filmagens de Space Jam, onde ele estrela a produção da Warner ao lado do Pernalonga (Looney Tunes) e torna este o filme sobre basquete mais rentável da história. As filmagens ocorreram em Los Angeles no período em que ele buscava recondicionar seu físico para o basquete, visto que ainda sofria com resquícios de uma estrutura muscular que havia sido remodelada para o beisebol.

Com uma rotina de filmagens que se iniciava às 7h e finalizava às 19h, ele contava com uma estrutura esportiva no complexo da Warner (condicional para rodar o longa) e envolvia uma nova equipe para alcançar seu objetivo. Todos os dias reunia um grupo seleto de estrelas da NBA para “peladas”. “Pensamos em chamar os melhores da liga para ver a galera antes do começo da temporada e virou o bicho. Todos queriam ir na Warner jogar com Michael. Era a chance de ele ver todos. E a gente fazia relatórios”, relatou BJ Armstrong, ex-companheiro dos Bulls.

Outros atletas que participaram deste período contam sobre clássicos ocorridos nestes dias e ainda se impressionam com o foco de Mike, pois ele acumulava 3 horas de jogo após as filmagens seguidos de musculação. E no dia seguinte, tudo de novo.

Cenas raras dos jogos no “Jordan Dome”

Funcionaria hoje? Sim ou com certeza?

Pensemos em uma estrutura de comunicação hoje. A sua marca pode se comunicar pelas redes sociais, estar presente em eventos, ter um site ou um aplicativo, anunciar em meios tradicionais ou explorar canais digitais e influenciadores – e tantas outras formas.

Além disso, atualmente temos agências e profissionais especializados em nichos como SEO, conteúdo, publicidade, desenvolvimento de tecnologia e tantos outros. Para que os resultados sejam consistentes, você acha que é possível se desenvolver sozinho? A gente tem certeza que não!

Curiosidades

4 lições de Jordan sobre marketing: Pippen + Jordan
Precisa de legenda?


Resumo
  • Analise o comportamento de uma marca (pessoal ou não), e não os resultados;
  • Crie e recrie o seu próprio norte, e não desista dele;
  • Considere o uso da técnica Objetivos SMART para facilitar suas ações ;
  • Invista em Planejamento de Marketing para ultrapassar os percalços com agilidade;
  • Aprenda com os seus erros, estudando profundamente as causas;
  • O mundo é plural e você precisa trabalhar em equipe;
  • Trate as 4 lições de Jordan sobre marketing como estratégias conjuntas;
  • Assista o documentário The Last Dance!

Gostou do nosso conteúdo? Se você acha que isso tudo faz sentido para o seu negócio e quer saber um pouco mais sobre como colocar em prática, estamos aqui! Feedbacks são ótimos e a gente adoraria colaborar ainda mais com você. Escreva para o Fernando Potrick, nosso head de conteúdo: potrick@gama.etc.br

GOOGLE ADS: PASSO A PASSO PARA UMA CAMPANHA DE SUCESSO

Saiba como explorar o melhor do Google Ads em anúncios que vão transformar o seu negócio com um campanha de sucesso!

Entre as diversas estratégias de marketing que ensinamos nos cursos da Gama ou que aplicamos no atendimento às empresas parceiras, a aposta em tráfego pago sempre é a que gera maior expectativa.

Por diferentes razões, as pessoas ainda têm um certo receio em investir dinheiro em algo que não está vendo, num destino incerto, em algo que não sei se vai funcionar. Pois bem, esses conceitos são bem ultrapassados e você deve passar por cima deles pra obter sucesso com estratégias de marketing digital, principalmente investindo em tráfego pago.

No post de hoje falaremos sobre uma destas estratégias, que num primeiro contato pode parecer aquele bicho de sete cabeças, mas que se for bem estudada e aplicada, será uma grande aliada da sua empresa pra sempre: campanha paga no Google Ads!

Talvez você já saiba que Google virou sinônimo de “site de busca”. Isto porque praticamente todas buscas são por lá, então quem quiser ser encontrado tem que ‘estar no Google’. Utilizando-se ou não de técnicas SEO (seu site otimizado para aparecer entre as primeiras ocorrências de buscas no Google), o Google Ads é uma estratégia muito consistente para potencializar suas vendas, aumentar tráfego no seu site ou simplesmente atrair potenciais clientes para o seu negócio fazendo publicidade online através da plataforma.

O que é Google Ads?

Nada mais é que a plataforma de anúncios do Google, responsável por tornar a publicidade a maior parte do faturamento da empresa – US$ 30 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Nela, qualquer pessoa pode anunciar o que quiser, definir quanto vai gastar e onde este anúncio será exibido, podendo escolher canais fora das buscas do Google, como o Youtube e até mesmo o Gmail.

Campanha de Google Ads: na palma das sua mão através do smartphone
Google Ads a um toque de você.

Usando o site de buscas como exemplo, quando o usuário digitar sua pesquisa no Google, aparecerão no topo os sites com anúncios relacionados aos termos procurados. Isso ocorre também nas outras opções de buscas citadas no parágrafo acima.

A plataforma em si pode não ser tão intuitiva para usuários iniciantes, então é importante salientar como funcionam os anúncios: eles são separados por campanhas, onde cada uma delas pode trazer vários grupos de anúncios. Cada grupo de anúncios pode conter inúmeras palavras-chave e vários anúncios. Inicialmente, é mais indicado reservar um número menor de grupos de anúncios.

Campanha de Google Ads em 6 passos, partindo do zero

Está pronto para desmistificar ideias antigas e começar a explorar tudo de bom que o Google oferece para você e sua empresa? Então anote o nosso passo a passo e fique atento às dicas valiosas. Como diria a voz do Waze: “Tudo pronto, vamos!”

1- Criando a minha conta

Antes de mais nada, é preciso ter uma conta de anúncios para começar a usar a ferramenta. Não é necessário ter uma conta de e-mail do Google, então você pode escolher criar tudo novo.

Assim que acessar a página inicial do Google Ads e clicar em “Começar agora”, você faz a sua escolha. Para criar a conta basta ter um endereço de e-mail e um cartão de crédito válidos – é mais indicado o uso de cartão, mas há opção de boleto. Aí é só seguir os procedimentos de cadastros e verificar a conta. Prontinho!

2- Começando a configurar minha nova campanha

Ao iniciar uma nova campanha, a primeira definição é o tipo de campanha que deverá ser criada. Para saber exatamente o que escolher, é preciso saber o que cada opção vai te entregar como retorno, e isso depende do seu objetivo com este anúncio e do formato do mesmo.

Conheça cada tipo:

Rede de PesquisaAnúncios diretos na plataforma de buscas do Google
Rede de DisplayAnúncios em websites externos sem necessidade de busca
GmailAnúncios exibidos na parte superior das guias da caixa de entrada
Google ShoppingAnúncios dos produtos do catálogo, on-line e local, para e-commerce
VídeoAnúncios em vídeo no YouTube e na Rede de Display
Campanha de appsAnúncios exclusivos para aplicativos, direcionados para vários canais

Os dois tipos mais utilizados são os dois primeiros. A Rede de Display oferece a maior exposição do seu anúncio, pois não é tão concorrido, porém a opção de Rede de Pesquisa pode guiar mais facilmente os usuários do Google para suas palavras-chave – mas em um ambiente concorridíssimo.

Escolhido o tipo de campanha, você poderá definir uma meta para sua campanha, o que tornará os próximos passos mais intuitivos. Em uma Rede de Pesquisa, por exemplo, você terá três opções: gerar vendas, obter leads e tráfego para o site. Ao escolher uma das metas, você também deverá selecionar como você quer alcançar essa meta. Para entender melhor todos objetivos disponíveis em cada tipo de campanha, acesse este tutorial.

3- Segmentação da campanha

Defina detalhadamente o nome da sua pesquisa – etapa importante, pois quando a lista de campanhas crescer será mais fácil encontrar cada uma delas para analisar. Logo em seguida, defina a data de início e fim da sua campanha, optando sempre por períodos não muito longos. Isto impede que você tenha que editar algo na campanha caso algo mude em sua empresa no meio do caminho.

A partir disso comece a segmentação do anúncio. Nesta etapa, você tem diversas opções de locais, então cuide para selecionar bem. Não adianta ter um restaurante local e querer anunciar para o Brasil todo.

Confere só um trecho de uma de nossas aulas, ministrada pelo Felipe Techio, nosso head de criação:

Simulação de uma campanha de Google Ads para empresa fictícia, em estágio inicial de operação, em Porto Alegre.

Você terá a opção de segmentar seu público-alvo (escolhendo gênero, faixa etária, interesses, etc.) ou optar por deixar esta opção ampla, melhor alternativa para quem focar em palavras-chave – lembrando que no Google Ads, a segmentação de público por interesses não é tão precisa quanto no Facebook Ads.

4- Quanto investir?

Esta é uma das etapas que mais causam dúvidas. Nela, você deverá informar não só o orçamento, mas também a estratégia de lances. Pense no seu orçamento mensal para publicidade e divida pelo número de dias da campanha, além de considerar o pagamento por cliques (CPC, ou custo por clique), impressões (CPM, ou custo por mil impressões) ou conversão (CPA, ou custo por aquisição).

O valor do lance significa o máximo que você pretende pagar (por dia) e influencia a classificação do anúncio no topo da página ou não. Sempre considere os objetivos de campanha e o quanto tem para investir em sua campanha.

5- As palavras que direcionam meu anúncio

Esta é a etapa fundamental de uma campanha no Google Ads. É onde você vai conseguir direcionar da melhor forma um potencial cliente para o seu negócio. Sabendo quem é meu consumidor, a campanha deve conter palavras-chave que tenham esse objetivo.

Palavras-chave

Se utilizar palavras-chave abrangentes, como “móveis”, não serei assertivo em um negócio que vende somente móveis rústicos, por exemplo. Já pensando em “móveis rústicos sob medida” pode ser mais atrativo para seu consumidor específico, ao invés de derreter a campanha no volume de pessoas procurando todo tipo de produtos relacionados a móveis.

Campanha de Google Ads: diferença de pesquisa ampla e específica
À esquerda, a pesquisa ampla; à direita, a pesquisa específica

Caso tenha dificuldades de encontrar as palavras-chave ideais, existem ferramentas e plataformas na internet que irão te auxiliar. O próprio Google oferecem o Keyword Planner como auxílio.

Palavras-chave negativas

As palavras-chave negativas permitem excluir das suas campanhas os termos que você não deseja que sejam buscados. Isso o ajuda a focar somente nos mais relevantes para os clientes.

Se eu tenho uma loja de produtos veganos e quero anunciar uma receita de lasanha vegana, por exemplo, devo considerar “carne” e “ebook” nas palavras negativas, já que quero afastar quem estiver buscando lasanhas de carne ou então um ebook com receitas veganas. Na prática, basta digitar “-carne” para que a palavra seja negativada.

6- É hora de estruturar o anúncio

Nesta etapa do processo, você deverá definir como este anúncio vai aparecer na Rede de Pesquisa. Ou seja, quando o usuário fizer a busca, o seu site aparecerá da forma que você definir. Um anúncio padrão no Google Ads é dividido em 4 partes:

URL finalSite para onde o usuário será enviado ao clicar no anúncio
TítulosPrimeira linha do anúncio, com 3 títulos de até 30 caracteres cada
Caminhos de Exibição Possibilidade de indicar uma URL com duas subcategorias de até 15 caracteres cada
DescriçõesLinhas de textos descritivos, com 2 descrições de até 90 caracteres cada

Quer ver só um bom exemplo? Ao buscar sobre “energia solar” em Porto Alegre, já aparecem três anúncios logo de cara. E um deles se sobressai justamente por cumprir à risca a estrutura de texto.

Dá uma olhada:

Campanha de Google Ads: estruturas que fazem a diferença
Olha só este exemplo: estrutura completíssima que deixa o anúncio no topo, largando na frente dos concorrentes que aparecem abaixo

Como falamos lá no início do post, cada campanha pode trazer vários grupos de anúncios. Então, se a sua opção é criar algumas outras alternativas de anúncio, basta clicar no botão SALVAR E CRIAR NOVO ANÚNCIO. Se não, basta revisar e sua campanha está finalizada e pronta para rodar!

Erros comuns numa campanha de Google Ads

Não pense que vamos acertar sempre. Às vezes um detalhe pode por sua campanha por água abaixo. Por isso, sempre indicamos fazer o maior número de testes possíveis. Mesmo assim, todos estamos sujeitos a cometer alguns erros.

Conheça os erros mais comuns:

  • Menosprezar as palavras-chaves: este é o momento em que sua cabeça deve ferver em busca da palavra-chave ideal. Não menospreze essa etapa, pois palavras genéricas ou muito amplas podem ser um desastre. Isso se aplica às negativas também;
  • Números não mentem: Aprenda como entender os números e aceite os resultados. Isso fará você errar rápido e consertar mais rápido ainda. Ou então acertar de cara e potencializar sua campanha;
  • Ignorar concorrentes: observe com atenção seu concorrente, principalmente aquele que já estiver num estágio digital acima do seu. Inclusive, alguns sites oferecem ferramentas para medir desempenho de sites concorrentes (SemRush e SpyFu);
  • Errar a página de destino: parece simples, mas é algo que acontece muito. É pouco rentável levar o cliente para a página inicial do seu site. Priorize sempre as páginas específicas para seu anúncio ser bem segmentado;


Resumo
  • O Google concentra praticamente todas buscas do mundo, então você precisa estar inserido nesse contexto!
  • Estude e planeje uma campanha no Google Ads antes de começar a anunciar
  • Foco total no aprimoramento das palavras-chave
  • Saiba quais são os seus principais recursos dedique-se a uma campanha assertiva
  • Fuja dos erros mais comuns

Gostou do nosso conteúdo? Se você acha que isso tudo faz sentido para o seu negócio e quer saber um pouco mais sobre como colocar em prática, estamos aqui! Feedbacks são ótimos e a gente adoraria colaborar ainda mais com você. Escreva para o Fernando Potrick, nosso head de conteúdo: potrick@gama.etc.br.

PLANEJAMENTO DE MARKETING EM 4 ETAPAS

Você vai saber como o planejamento de marketing ajuda a estruturar ações para que a sua empresa explore o Marketing de Verdade e revolucione suas vendas!

Se você é um leitor frequente deste blog já deve saber o que é Marketing de Verdade, certo?! Mas se você é novo por aqui ou ainda não conhece o conceito, temos um texto completo que pode te ajudar – leia AQUI!

O consumidor busca a resposta perfeita para a pergunta mais complexa no menor tempo possível, o que exige agilidade e assertividade em qualquer ponto de contato. Você sabia que 70% da população brasileira tem acesso à internet?

Além disso, mais de 184 milhões de brasileiros são usuários ativos de redes sociais, número que representa mais de 88% da nossa população. Se a gente considerar o volume de buscas no Google em todo o mundo, há mais de 77,4 MIL (!!!) buscas por segundo.

agilidade e implementação rápida

Bom, isto parece óbvio se pensarmos na quantidade de pessoas com telefones na mão em qualquer canto da cidade, mas é muito impactante quando listado dessa forma. Por isso, mais do que nunca, a organização de dados e a definição de estratégia é essencial para a sua empresa trabalhar neste mercado mais digital do que nunca. Aí entra o Planejamento de Marketing.

Informações organizadas

São tantas informações disponíveis no mercado que elas precisam ser organizadas. Pense que o Google faz isso muito bem, seja pela complexidade analítica de seus algoritmos e o constante aperfeiçoamento (relatórios mostram que eles fazem entre 500 e 600 atualizações por ano) ou pelos critérios cada vez mais detalhistas e objetivos de seus usuários. Então se você quer se comunicar digitalmente e aparecer bem no Google e em qualquer outro canal, você precisa seguir alguns passos para organizar a sua oferta e chegar nas pessoas certas. Por isso vamos criar uma série de textos que terá como guia central 5 temas.

Planejamento de Marketing: ciclo de gestão do marketing
Ciclo de gestão do Marketing de Verdade

Hoje vamos explorar o Planejamento de Marketing e tudo o que pode e deve ser feito antes de comunicar a sua marca com o mercado. Os próximos temas serão Tráfego, Conversão, Relacionamento e Métrica, nesta ordem. Com textos práticos e guias para implementação, vamos desenvolver habilidades que você ainda nem sabe que tem. Bora?!

Planejamento de Marketing e comunicação estratégica

Toda a marca que está presente no mercado tem como principal objetivo resolver um grande problema, ou seja, a sua marca está viva para apresentar a melhor solução para alguém. E para que a sua marca exista e se mantenha forte, esse alguém deve ser plural e pagar regularmente você para ter acesso aos seus produtos e serviços. Por isso, organizar muito bem a forma como você se comunica é um passo que vai ditar se você terá sucesso ou fracasso. Vamos te ajudar a organizar isso tudo em 4 etapas: Posicionamento, Público, Objetivos e Recursos.

Posicionamento

Ninguém conhece mais do seu negócio do que você mesmo! Certo? Esta é a resposta ideal, mas não se preocupe caso ela não faça (ainda) muito sentido para você. Com alguns pequenos questionamentos e um esforço básico, você vai ter essa resposta ao seu lado.

Planejamento de Marketing: auto conhecimento
Invista sempre em autoconhecimento!

Aplique as 5 perguntas de sucesso do autoconhecimento agora mesmo e comece a jogar junto com a sua marca. Sim, pois você é o seu principal aliado. Um gestor de qualquer empresa, não importa o seu tamanho, está incumbido de milhares de tarefas diárias e a grande maioria não tem relação direta com a solução que é entregue para o mercado. Seja a liberação de alvará que tem que ser conversada com o contador ou o ajuste da descarga do lavabo do escritório, tudo acaba passando pela sua mão. Por isso que o estudo da sua marca tem que ser fácil e objetivo. Para isso, separamos o guia abaixo que vai te ajudar a esclarecer quem realmente você é!

O que?Produtos e/ou serviços? Detalhe como são as suas entregas para o mercado.
Como?De que maneira você conecta a sua solução com o seu consumidor? Anote!
Para quem?Qual o perfil do seu consumidor ideal? Caso sejam vários, detalhe cada um.
Quando? Com que frequência estas vendas são feitas? Liste os horários exatos delas.
Onde?Você possui um endereço físico ou é digital? Pode ser ambos, lápis na mão!

Público

Finalizado o processo de autoconhecimento, o objetivo agora é conhecer profundamente o seu consumidor. E para que você tenha acesso ao maior acervo possível de informações, vamos dividir este processo de busca de dados em duas etapas, separadas pelas seguintes técnicas: Público-Alvo e Persona.

Público-alvo

O público-alvo se refere a um grupo específico de consumidores ou organizações que compartilham um perfil semelhante. Através de uma pesquisa você deverá encontrar informações relacionadas ao seu comportamento de compra, hábitos de consumo, classe social, dados demográficos, condição socioeconômica e preferências. Estas informações podem ser encontradas em ferramentas analíticas das redes sociais, com parceiros comerciais como associações comerciais e sites de organizações públicas. Procure nortear suas pesquisas com 3 principais perguntas, mesmo que para chegar nestas respostas você precise detalhar um pouco mais. Mas foque nelas:

  • Por que as pessoas se beneficiam ao usar seu produto ou serviço?
  • Quem são estas pessoas?
  • Existem grupos distintos que podem utilizar o seu produto ou serviço?

Persona

Persona é um personagem fictício criado para representar diferentes tipos de usuário a partir de seus comportamentos e atitudes. Também pode ser definido como um método de segmentação de mercado complementar ao Público-alvo. Esta técnica permite que você evolua das possibilidades de pessoas que consumiriam a sua solução para a pessoa certa que vai consumir a sua solução. Belo passo, não?!

CASO VOCÊ TENHA INTERESSE, SOLICITE AGORA O NOSSO GUIA DE CRIAÇÃO DE PERSONA

Como apresentamos técnicas complementares de estudo e definição de público, vamos traçar um breve comparativo para que você possa entender melhor os benefícios individuais. Mas o seu esforço deve ser feito nos dois lados para uma compreensão clara de público.

PÚBLICO-ALVOPERSONA
Definição amplaDefinição específica
Não fala sobre hábitosDetalhes sobre hábitos e profissão
Não se refere a uma pessoa específicaHá um personagem específico
Pessoas que podem se interessarConsumidor ideal
Planejamento de Marketing: Náufrago e sua persona, Wilson
Seria Wilson a persona ideal do personagem de Tom Hanks no filme “Náufrago”?

Objetivos

Se você não tem um norte, você não tem um caminho para seguir. Por isso, alinhar os objetivos de negócio aos objetivos de marketing é uma obrigação. Mas existe uma certa complexidade na definição do que realmente quero, quando quero e como posso mensurar isso, não é verdade?! Por isso indicamos o uso da técnica SMART. Criada nos Estados Unidos, o seu nome é inspirado na primeira letra de cada palavra que ditam as especificidades que devem ser consideradas na definição das suas metas. Confira:

  • Specific (Específico): Você deve ser específico na hora de definir um objetivo, quanto mais detalhado, melhor.
  • Measurable (Mensurável): Além disso, ele deve ser mensurável, pois de nada adianta eu buscar qualquer coisa.
  • Attainnable (Atingível): E para que eu me mantenha motivado, esta ação deve estar dentro de uma possibilidade real.
  • Realistic (Realista): Não posso considerar uma revolução completa, e sim um bom avanço a partir de uma situação conhecida.
  • Time-bound (Temporal): Tudo isso deve respeitar um prazo, e um prazo não muito longo. No máximo um ano!

QUERO AUMENTAR AS VENDAS DOS CURSOS ONLINE EM 50% ATÉ 20 DE DEZEMBRO DESTE ANO

Este pode ser um Objetivo SMART da Gama para a temporada pós pandemia COVID-19, não?!

Recursos

Tempo é dinheiro e não é blablabla. Por mais clichê que essa afirmação possa parecer, sempre é atual e muito verdadeira. Para avançar em marketing e evoluir na gestão da sua marca, considere sempre o Tempo, a Equipe e as Finanças do seu negócio. Com estes dados em mãos, você vai conseguir estruturar uma linha de ação baseada nos recursos mais e menos escassos e criar um roteiro de atuação em marketing baseado na sua realidade.

  • Tempo: defina quantas horas as pessoas da sua equipe têm para dedicar ao marketing
  • Equipe: liste todos os profissionais que podem ser capacitados para atuar nesta área
  • Finanças: faça uma previsão de orçamento anual para investir em marketing

Com este levantamento você vai identificar o que é possível ser desenvolvido internamente e o que demanda uma contratação terceirizada. Não esqueça que para chegar aqui você já investiu tempo suficiente para conhecer melhor a sua marca, o seu mercado e definiu objetivos claros. Grande parte das empresas não consegue desenvolver ações técnicas da área de marketing internamente, como criar um novo site, por exemplo. Para isso, o levantamento destes dados é fundamental, pois você sabe que com um recurso X você poderá treinar um profissional para gerenciar as suas redes sociais.

Planejamento de Marketing: não tente abraçar o mundo
A imagem é linda, mas não tente reproduzir isso na sua empresa
Resumo
  • O seu consumidor é cada dia mais veloz, acompanhe!
  • Invista tempo no desenvolvimento de estratégias de Planejamento de Marketing alinhadas ao seu negócio;
  • Autoconhecimento! Ninguém conhece mais do seu negócio do que você mesmo;
  • Público-alvo + Persona: técnicas complementares infalíveis;
  • Saiba quais são os seus principais recursos e se agarre neles para abraçar o mundo!

Gostou do nosso conteúdo? Se você acha que isso tudo faz sentido para o seu negócio e quer saber um pouco mais sobre como colocar em prática, estamos aqui! Feedbacks são ótimos e a gente adoraria colaborar ainda mais com você. Escreva para o Fernando Potrick, nosso head de conteúdo: potrick@gama.etc.br